Os 7 tipos de arrependimentos (25/setembro/2011)
Semana do dia 26 de setembro a 02 de outubro
Por Pr Silvio Galli
TEXTO: Sl. 51. 1- 10
Introdução: Ninguém pode dizer que entrou no Reino de Deus sem arrependimento. A menos que haja uma verdadeira e sincera confissão de nossos pecados a Deus e uma verdadeira disposição de mudança de mente e de postura.
Não há nenhuma promessa para aqueles que não se arrependeram verdadeiramente e que não confessaram seus pecados. Por outro lado, existem aqueles que confessam seu pecado, mas mesmo assim não encontram a bênção de Deus simplesmente porque a confissão deles não tem a marca da sinceridade.
Há na Bíblia sete homens que disseram a frase: “Eu pequei”.
Cada um deles, porém é um exemplo de como a confissão pode ter diferentes formas e resultados:
1 - O ARREPENDIMENTO DE FARAÓ (Ex. 9.27-28; 34)
Podemos chamar de arrependimento do “pecador endurecido”. Existem aqueles que até se confessam pecadores, mas eles fazem isso quando experimentam algum terror. Quando está passando por grandes tribulações ele confessa qualquer coisa. Todavia, não é sincero diante de Deus. Você julga o valor de uma confissão quando você percebe as circunstâncias debaixo das quais foi feita:
Enquanto o trovão estava rolando no céu, enquanto o fogo incendiava o solo e enquanto o granizo destruía tudo, ele diz, "eu pequei". Ele é somente um exemplo de multidões da mesma categoria. Quando estão no leito da enfermidade, quando estão quebrados debaixo dos escombros de um acidente, quando estão afundando no navio normalmente essas pessoas se ajoelham e dizem: Eu pequei. Esse tipo de pessoa é como Faraó, ou seja, o seu arrependimento não é genuíno e nem verdadeiro.
O arrependimento que nasceu na tempestade acaba morrendo na calmaria.
2 - O ARREPENDIMENTO DE BALAÃO (Nm. 22.32-34)
Esse é o homem inconstante e dúbio. Ele sente que pecou, mas é tão mundano que ele "ama a injustiça". Balaão ilustra bem esse tipo de caráter. "Eu pequei", disse Balaão; mas, apesar disto, ele se foi com seu pecado.
3 - O ARREPENDIMENTO DE SAUL – O Arrependimento Insincero (I Sm. 15.24)
Saul representa o arrependimento sem sinceridade. Balaão acreditava que podia estar dos dois lados.
Saul não é como Balaão, até certo ponto sincero sobre duas coisas; ele é justamente o oposto – é sempre modelado pelas circunstâncias ao derredor. A característica mais forte de Saul era sua insinceridade.
Um dia ele manda buscar a Davi para matá-lo. Outro dia ele declara "tão certo como vive o Senhor, Davi não morrerá". Outro dia, porque Davi salvou sua vida, ele disse "Mais justo és do que eu; não tornarei a fazer-te mal". Isso ele disse após o perseguir, com o objetivo de matá-lo.
Às vezes Saul se encontrava entre os profetas e profetizava; logo depois entre as bruxas.
Saul exemplifica muitas pessoas hoje. Elas querem que resolvam os seus problemas. Se for por Deus melhor, mas se não for eu quero também ainda que seja do diabo.
4 - O ARREPENDIENTO DE ACÃ (Js. 7.20)
O quarto tipo de arrependimento é o que eu chamo de arrependimento duvidoso. Este é o caso de Acã. No livro de Josué 7:20 "Respondeu Acã a Josué: Verdadeiramente pequei contra o Senhor Deus de Israel".
Acã roubou os despojos da cidade de Jericó. Ele foi descoberto através de sorte, e levado a morte. Este caso representa aqueles cujo arrependimento é questionável em seu leito de morte; eles se arrependem aparentemente, mas não podemos ter certeza.
Esta confissão parece ser tão satisfatória, mas não temos como realmente saber, por isso um “arrependimento duvidoso”. Ele de fato confessou seu pecado, mas somente depois de ter sido descoberto.
5 - O ARREPENDIMENTO DE JUDAS – O Arrependimento do desespero (Mt. 27.3-4)
Este é o pior tipo de todos os arrependimentos, o arrependimento de Judas. O arrependimento de desespero ou remorso sem arrependimento.
Em Mateus 27:4 lemos: "E Judas disse, eu pequei". Depois de vender o Senhor, quando viu que seu Mestre foi condenado, "tocado de remorso, devolveu as trinta moedas de prata aos principais sacerdotes e aos anciãos, dizendo: Pequei, traindo sangue inocente... Então Judas, atirando para o santuário as moedas de prata, retirou-se e foi enforcar-se".
Judas reconheceu seu pecado, e então saiu e enforcou-se. Aquilo foi um arrependimento de desespero.
Pessoas reconhecem que fazem coisas erradas e andam debaixo de opressão e culpa, mas não aceita Jesus como seu Salvador.
O ARREPENDIMENTO DO FILHO PRÓDIGO (Lc. 15.18)
A atitude do filho ao pedir a herança ao pai foi ofensiva, porém após gastar todo o seu dinheiro, se viu alimentando porcos e lembrou-se do seu pai, ao se dispor para ser um de seus servos, ele retornou a casa do pai, que o recebeu alegremente, porém aqui está uma confissão abençoada. Aqui está a prova que um homem tem um caráter regenerado: "Pai, eu pequei". Seu pai o recebeu de braços abertos.
O ARREPENDIMENTO DE DAVI – O Arrependimento de Quem é Filho (Sl. 51)
Davi é o maior exemplo de um homem santo que pecou e se arrependeu. Podemos ler a sua confissão e atitude no Salmo 51.
- Reconheceu que nasceu pecador
- Reconheceu que precisava da compaixão do Senhor
- Reconheceu sua transgressão.
Este é o arrependimento de um homem que já é filho de Deus, um arrependimento aceitável diante de Deus.
Seu arrependimento foi sincero cheio de contrição, de pranto e de humilhação.
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